Por Amy Harris

Mais da metade dos americanos usam a internet para procurar informações médicas ou de saúde, no entanto, o que eles encontram é muitas vezes impreciso.  

 

“A internet pode ser uma excelente fonte para aprender sobre condições de saúde, mas nem todas as informações disponíveis online são precisas”, alertou Jess Begley, gerente do Programa Sênior de Educação em Saúde do Paciente da MaineHealth.

Na verdade, muitos profissionais de marketing e criadores de conteúdo frequentemente produzem “notícias falsas” intencionalmente. Ou seja, são histórias ou informações falsas que se disfarçam de notícias, mas que, na realidade, são desinformação, criadas e disseminadas com o objetivo de influenciar decisões de saúde ou gerar lucro.

Uma pesquisa realizada com 4.000 adultos nos EUA, publicada em setembro de 2024, revelou que, durante os 12 meses anteriores,  mais da metade dos entrevistados (52%) relatou experimentar diferentes táticas de bem-estar (por exemplo, ferramentas de saúde e bem-estar, recursos, tendências ou produtos) depois de aprender sobre elas nas redes sociais.

Uma pesquisa realizada com 4.000 adultos nos EUA, publicada em setembro de 2024, revelou que, durante os 12 meses anteriores,  mais da metade dos entrevistados (52%) relatou experimentar diferentes táticas de bem-estar (por exemplo, ferramentas de saúde e bem-estar, recursos, tendências ou produtos) depois de aprender sobre elas nas redes sociais.

Raquel M., que vive nos Estados Unidos há três anos, após deixar Angola, tentou uma estratégia de bem-estar para perder peso e, segundo ela, quase acabou no hospital. Seguindo as regras da dieta, ela não comeu nada e se limitou a beber apenas água por cinco dias. Finalmente, exausta e fraca, abandonou a dieta, que, segundo ela, ‘prometia uma perda de peso fácil, sem mencionar os possíveis efeitos colaterais”.

Leoni Y. vive no Maine há um ano, desde que deixou seu país natal, o Gabão. Ela relatou que muitas vezes se sente confusa com os anúncios de medicamentos ou suplementos que são promovidos como “naturais”. Observou que não sabe se, ao se referirem a algo como “natural”, isso significa que o produto é bom ou seguro. Ela se lembrou de publicações nas redes sociais do Gabão que promoviam medicamentos para tratar a gripe e prevenir a malária, mas nunca soube dizer se esses produtos eram ou não confiáveis.

Essas cinco perguntas podem ser úteis ao tentar determinar se as informações sobre saúde são precisas ou não.

  1. Quais são as credenciais do autor? Muitas pessoas que disseminam desinformação criam postagens que citam especialistas falsos ou referenciam estudos não revisados por pares. Por isso, reserve um tempo para investigar o histórico do autor ou da organização que publicou a informação.

     

  2. O post está pedindo dinheiro ou informações pessoais? Fontes online confiáveis de informações de saúde não cobram por seu conteúdo. Evite sites, postagens ou vídeos que tentam vender um produto ou serviço.

  3. Quão atualizada é a alegação de saúde, publicação ou site? A ciência da saúde e medicina evolui constantemente. Portanto, procure pelos nomes dos profissionais médicos ou das instituições que revisaram as informações, de preferência nos últimos anos.

  4. A publicação usa termos sensacionalistas ou “clickbait” para chamar a sua atenção? Fique atento a erros ortográficos e gramaticais, linguagem emocional ou exagerada. O post promete uma solução rápida ou uma cura fácil? Desconfie de postagens que utilizam expressões como “cura milagrosa”, “sucesso da noite para o dia”, “medicamento milagroso”, “oferta por tempo limitado”, “garantia de devolução do dinheiro”, “sem risco”, “cura para todos”, “100% seguro” ou “100% natural”.

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  5. Quais evidências científicas sustentam a alegação de saúde? Realize uma verificação de fatos e analise várias fontes confiáveis para confirmar alegações de saúde que parecem boas demais para ser verdade.

Com toda a desinformação que circula, quais são algumas boas fontes de informação confiáveis sobre saúde? Fontes credíveis incluem o Centro de Controlo de Doenças do Maine e a Organização Mundial de Saúde. Além disso, organizações médicas e de saúde, hospitais e instituições médicas acadêmicas também são fontes confiáveis de informações sobre saúde. Exemplos incluem a Mayo Clinic,  Cleveland Clinic,  Harvard Health e a MaineHealth Knowledgebase Library, que tem informações atuais sobre condições de saúde, testes médicos, tratamentos e ferramentas para ajudar a entender os sintomas.

 

Jess Begley, da MaineHealth, orienta os pacientes a acessarem o  MedlinePlus.gov, que oferece links para diversos sites confiáveis e conta com recursos em vários idiomas. No entanto, ela ressalta que nada substitui uma consulta médica: ‘Se você estiver com sintomas e preocupado com sua saúde, é fundamental procurar um profissional de saúde”.